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Faro fino MARCUS LAURIA Quando se fala em manutenção de veículo, quase sempre se pensa em motor, suspensão e pneus. E o habitáculo, onde motoristas e passageiros permanecem por horas a fio, é geralmente esquecido. Com revestimentos tão variados quanto couro, plásticos e tecidos, o interior do automóvel merece atenção especial. Cada um desses componentes exige uma manutenção diferenciada para manter as características originais, o que evita desgastes prematuros e conserva a forma e o acabamento do volante, das portas, do teto e tapetes. Os bancos são especialmente sacrificados pelo uso constante. Deformados sob o peso dos ocupantes, atritados no entra-e-sai de passageiros e manchados pela sujeira que invadem os carros a todo o momento, eles sofrem desgastes permanentes. Outro inimigo é o sol. Sua ação destrói em especial os plásticos e o acabamento dos assentos. Para conservá-los, é preciso ter alguns cuidados. No caso de assentos de tecido, o ideal é utilizar sabão líquido neutro com água e esperar secar. Usar um aspirador de pó é uma boa maneira de se retirar pêlos de animais ou pequenas sujeiras, como farelos de pão ou de biscoito deixados pelos gulosos. Os bancos também podem ser limpos por uma fita adesiva. Com leves batidas sobre o tecido, as sujeiras aderem à fita e saem do estofamento. Para muitos, o couro é o melhor dos revestimentos. Confortável, agradável ao toque e símbolo de status, um banco de couro oferece um prazer a mais ao dirigir. Mas de nada vale se ele ficar ressecado. A hidratação desengordura e restaura a cor original, previne contra o desgaste prematuro, não o deixa ficar escorregadio e ainda reduz o sibilar característico do material. É aconselhável fazer uma hidratação a base de vaselina, a cada mudança de estação do ano. O custo de um serviço de hidratação começa em R$ 130 para veículos de passeio e pode chegar a R$ 200 para um sport-utility. Películas Já os cada vez mais usados plásticos, seja no painel central, guarnições e forrações das portas e do teto, têm uma manutenção muito fácil. Para limpá-los, basta água com sabão líquido. Mesmo um pano úmido pode resolver o problema. "O uso de película escura e telas plásticas removíveis no pára-brisa protegem o interior e evitam que o plástico deforme com o calor", explica o gerente de pós-vendas da Honda Automóveis, Alexandre Cury. A forração superior também sofre muito com o passar do tempo. Fica amarelada, no caso de tecidos claros, e com manchas localizadas nas extremidades e na parte central da forração do teto e das laterais internas do veículo. "Utilizando periodicamente o produto adequado para cada parte interna do veículo, pode- se obter maior brilho e durabilidade", afirma a gerente de produtos da Jonhson & Jonhson, Carla Tovar. |